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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Fiódor Dostoiévski


Passei a Semana Santa, ao lado do meu amado...
Conversamos, nos amamos, nos divertimos... e no Sábado a noite, ele resolveu me falar um pouquinho mais sobre um dos maiores escritores da literatura russa e artista inovador, Dostoiévski.
Fiquei encantada com a história dele e concordo quando ele diz: “Penso que não existe nada de mais belo, profundo e perfeito do que Cristo”. ( Após ler uma Bíblia )

Após uma série de acontecimentos que ocorreram na sua vida, nasce no coração de Dostoiévski a pergunta determinante: porquê a maldade humana?
( Algo que deviamos refletir todos os dias)

A vida amorosa de Dostoiévski, se resumiu em uma linda história de amor...
Grande exemplo de mulher! Cuidou do seu amado, até o último dia da sua vida...
Assim como Anna, eu cuido e amo muito o meu amorzão.
Cada um do seu jeitinho, mas muitas coisas em comum...

"Após a morte da sua primeira mulher, Dostoiévski conhece um anjo que mudaria sua vida, um milagre, que tem nome: Anna Grigorevna. Tinha vinte anos, culta, bela e prática. Começa como por ser sua secretária. Poucos meses depois casam-se. Dostoiévski tinha 46 anos. Anna é a mulher que trará estabilidade e paz à sua vida. É forte, muito sensível, pouco exigente, imensamente afectuosa e totalmente dedicada. Tem consciência que não será fácil viver ao lado de um homem tão complexo, atormentado por uma infinita inquietação interior. Logo na primeira noite do casamento apercebe-se da doença do marido, atingido por um violentíssimo ataque epiléptico. Continua a jogar e a gastar. Ela permanece a seu lado, sabendo que o seu amor poderá curar aquele génio. Compreende ainda que as crises físicas e psíquicas alimentam a sua veia artística. Cura-o do vício do jogo: não condenando-o, mas demonstrando-lhe todo o seu amor incondicionado. Chegando a vender as suas únicas calças de lã que possuía para arranjar-lhe dinheiro para o jogo. E em Baden Baden fazia muito frio. Nascem quatro filhos. Dostoiévski escreve os principais romances e Anna torna-se também administradora dos seus bens. Nesta obras, património da humanidade, o escritor condena a soberba luciferiana do homem nihilista que recusa a fé em Deus e pensa poder conferir a si próprio um sentido para a realidade...
Aproxima-se a morte. Chama a sua mulher e diz-lhe: “Vou morrer hoje”. Pede-lhe que vá buscar a sua Bíblia, aquela que guarda religiosamente desde a viagem para a Sibéria. Ela abre-a ao acaso. Lê a parábola do Filho Pródigo. Como ele, Dostoiévski regressa à Casa do Pai."

Algumas frases ditas por Dostoiévski, que me fez refletir:

“A alma humana é um mistério que deve ser desvelado, mesmo que passes toda a vida a procurar resolvê-lo, não penses ter perdido tempo”.

"A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho"

"A vida é um paraíso, mas os homens não o sabem e não se preocupam em sabê-lo."

"Um ato de confiança dá paz e serenidade"

"Para se conhecer qualquer pessoa, é preciso ir-se chegando a ela devagar e com cautela, para evitar equívoco e preconceito, coisas bem difíceis de corrigir e reparar depois."

Leiam mais sobre ele, vale a pena!

Beijos
Taís Martorelli

Um comentário:

Georgia Gobatti disse...

Não sei o seu nome e acabei caindo aqui quando procurava algumas coisas sobre o Dostoiévski. Você tem um blog, então procura conhecer mais antes de dizer qualquer coisa que te venha á mente. Ele não conheceu a Anna depois da morte da primeira mulher; eles já tinham um caso antes disso acontecer. Foi muito distante de uma linda história de amor, mas uma vida complexa. E o "porquê" a maldade humana é separado e sem acento. Beijos!